Na última semana, várias clientes do DETRICH passaram a tarde conversando sobre o papel da mulher nos dias de hoje. O assunto pode parecer repetitivo, mas a realidade também é repetitiva, não é?

Então, nossa querida cliente Fernanda NobregaPsicóloga e Psicanalista, nos mandou esse texto. Vale a pena ler…

 

O DESPERTAR DO FEMININO

Cenas do filme Kill Bill.

Ser mulher nos dias de hoje não tem sido uma tarefa fácil. Talvez nunca tenha sido, mas a questão que envolve os dias de hoje é a quantidade de ocupações que as mulheres tem se envolvido sem querer perder a qualidade em nenhuma delas.

Alguns anos atrás, o papel do homem e da mulher eram estabelecidos. Hoje, com toda a evolução que tivemos fica difícil saber de quem são as responsabilidades. Junto a isso, vem para a mulher muitas dúvidas de como agir e até do que é ser uma mulher. Mulher é aquela que trabalha, dá conta das tarefas de casa, dos filhos e ainda está super disposta para o marido? São muitas funções para “ter que” dar conta. Em alguns momentos pode ser que seja preciso abrir mão de algo, mas é complicado em certos casos admitir isso.

Talvez uma das tarefas mais difíceis seja abdicar de algo que se goste de fazer. Por exemplo: focar na carreira profissional implica em abrir mão de ficar o dia todo com seus filhos. Para algumas mulheres isso traz um sentimento de culpa grande. O contrário também é verdadeiro, e o risco é vir o sentimento de frustração.

A questão é que não dá para ser completa. Nossa vida é feita de passagens, um dia somos meninas, no outro, mulheres. Aquilo que era legal ser feito aos vinte e poucos anos perde o sentido aos quarenta. Assim como é complicado ver mudanças no corpo com o passar do tempo sem ter a fantasia de estar perdendo a feminilidade.

Cada mulher precisaria buscar o seu eu feminino e realizar-se em cada momento de sua vida. Amadurecer não significa apenas perder ou deixar para trás momentos bons da vida. Significa também conquistar outras coisas e se satisfazer com novas descobertas.

O “feliz para sempre” dos contos de fadas não existe, é por isso que as histórias terminam por aí. O que existe é o real, as dificuldades, as alegrias e é preciso ser mais que uma Bela Adormecida para poder viver e usufruir das conquistas da vida.

Fernanda Nobrega Cavalcante Caserta
Psicóloga e Psicanalista
fer.nobrega@gmail.com

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